O recente aumento de 15% no valor do Bolsa Família, anunciado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT), foi bem recebido pela maioria dos eleitores: 64% apoiam a medida, enquanto 31% se opõem, de acordo com pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (1º). Entre os beneficiários do programa, o apoio chega a impressionantes 83%.
Os dados revelam que 89% dos eleitores de Lula são favoráveis ao reajuste, em contraste com 40% entre os apoiadores do senador Flávio Bolsonaro (PL), principal concorrente na disputa. A pesquisa também mostra que 73% das famílias com renda de até dois salários mínimos apoiam o aumento, enquanto o apoio cai para 55% nas famílias com renda superior a cinco salários mínimos.
Realizada de forma presencial com 2.506 eleitores em 152 municípios, a pesquisa tem uma margem de erro de 2 pontos percentuais e foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08039/2026. O aumento no Bolsa Família, que passará de R$ 600 para R$ 691 a partir de outubro, ocorre a apenas 17 dias do primeiro turno das eleições.
Críticos e opositores destacam a natureza eleitoral da medida, uma vez que os novos valores serão pagos a partir de 19 de outubro, pouco antes do segundo turno. Essa estratégia remete à ampliação do Auxílio Brasil, promovida pelo governo anterior, que também foi alvo de críticas por seu caráter eleitoral.
O impacto financeiro do reajuste é estimado em R$ 5,8 bilhões neste ano e R$ 22,7 bilhões anuais a partir de 2027. O índice de 15,04% corresponde exatamente à inflação acumulada pelo INPC entre março de 2023 e agosto de 2026.
Fonte: redir.folha.com.br