A Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) anunciou, nesta sexta-feira (14/8), uma nova política que limita a participação em competições femininas a atletas do sexo biológico feminino. Essa decisão implica na realização de testes genéticos que identificarão a presença do gene SRY, responsável pelo desenvolvimento masculino, o que exclui a participação de mulheres trans.
A medida visa alinhar as regras das competições nacionais com as diretrizes já estabelecidas por entidades internacionais, como a Federação Internacional de Voleibol (FIVB) e o Comitê Olímpico Internacional (COI). A nova política já está em vigor para a Superliga A e B da temporada 2026/2027, além de outros torneios como a Supercopa e a Copa Brasil, afetando diretamente a estrutura das competições.
O presidente da CBV, Radamés Lattari, destacou que a mudança é necessária para assegurar a conformidade com as normas globais. Ele enfatizou que a decisão busca manter a integridade das competições, especialmente com a proximidade dos Jogos Olímpicos de Los Angeles em 2028, onde mulheres trans não poderão competir em categorias femininas.
Essa nova regulamentação impacta a atleta Tifanny Abreu, que fez história ao se tornar a primeira jogadora transexual a participar da Superliga feminina em 2017. A participação dela gerou discussões sobre inclusão e fisiologia no esporte, mas não houve retorno da jogadora ao portal LeoDias sobre sua posição em relação à nova política.
A nova diretriz da CBV não só altera o cenário atual do vôlei feminino no Brasil, mas também reflete uma tendência mais ampla de regulamentação sobre a participação de atletas trans em competições esportivas.