Ángel Di María, ídolo argentino, está de volta ao Rosario Central, onde começou sua carreira, e sua chegada teve um impacto impressionante no clube. O time enfrenta o Corinthians nesta quinta-feira, 13, na Argentina, no jogo de ida das oitavas de final da Libertadores. Desde que retornou ao clube após 18 anos, o número de sócios-torcedores disparou, superando 100 mil, um feito notável para a equipe que não ganha o Campeonato Argentino desde 1987.

Atualmente, o Rosario Central possui 104 mil associados, ocupando a quarta posição no ranking nacional de sócios. O River Plate lidera com 351 mil, seguido pelo Boca Juniors com 323 mil e o Independiente com 160 mil. O Racing completa o grupo dos clubes milionários com 102 mil sócios.

O “Efeito Di María” também tem sido sentido nas redes sociais. Após sua apresentação, o clube registrou milhões de visualizações, com um vídeo no Instagram alcançando mais de 10 milhões, um salto significativo em comparação à média de 150 mil acessos. Em poucos dias, o clube ganhou mais de 150 mil novos sócios.

Thiago Freitas, COO da Roc Nation Sports no Brasil, destaca que Di María, embora não tenha a mesma fama que Messi, é um jogador decisivo que inspira os jovens. Victor Schildt, professor de MBA em infraestrutura esportiva, ressalta como a chegada do craque amplia a visibilidade do clube e gera novas oportunidades comerciais.

Apesar do número expressivo de associados, os clubes argentinos ainda faturam menos que os brasileiros. Enquanto River e Boca arrecadam entre R$ 35 milhões e R$ 40 milhões anualmente, clubes como Flamengo e Palmeiras já superam R$ 80 milhões com seus programas de sócios.

Moises Assayag, especialista em finanças no futebol, observa que, embora os clubes argentinos tenham programas de sócios engajados, o Brasil ainda tem muito potencial a explorar. Os torcedores argentinos tendem a se sentir mais parte do clube, o que ajuda a explicar o sucesso dos programas de sócio-torcedor na Argentina.

O Brasil permanece fora do Top 5 global de programas de sócios, dominado por clubes como Real Madrid e Bayern de Munique. Reginaldo Diniz, CEO da End to End, enfatiza que o futuro dos programas de sócios no Brasil depende de novas estratégias que vão além do desconto em ingressos, buscando aumentar a experiência e o engajamento.

Além disso, a implementação da biometria facial em estádios brasileiros, obrigatória em arenas com mais de 20 mil lugares, promete melhorar a segurança e a eficiência na gestão de torcedores, como explica Tironi Paz Ortiz, CEO da Imply.

Fonte: placar.com