Flávio Bolsonaro (PL) iniciou sua live semanal nesta quinta-feira (20) com uma estratégia voltada para comprometer a imagem do presidente Lula (PT), usando as investigações que envolvem seu filho, Fábio Luís, conhecido como Lulinha. Durante a transmissão, o senador e candidato à Presidência não apenas criticou Lula, mas também abordou temas como juros e segurança pública, ao lado de Guilherme Derrite, ex-secretário de Segurança Pública do governo de Tarcísio Freitas (Republicanos).
Flávio elogiou o governo de Nayib Bukele em El Salvador e defendeu penas mais severas para crimes como roubo de celulares. Em um momento provocativo, ele questionou Derrite sobre o número 111, relacionado ao massacre do Carandiru, que deixou 111 mortos em 1992. Derrite negou qualquer conotação entre os dois eventos.
O senador também comentou sobre as investigações que atingem Lulinha, afirmando que “o roubo dos aposentados do INSS chegou dentro do gabinete do Lula”. Lulinha é alvo de três inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF) que investigam suspeitas de tráfico de influência e negócios irregulares relacionados à venda de medicamentos ao governo federal.
O presidente Lula já se manifestou, defendendo a inocência de seu filho, mas ressaltou que ele precisará provar isso no processo. Lulinha, por sua vez, moveu uma ação na Justiça para retirar um vídeo publicado por Flávio que o vincula às acusações de desvio de verbas do INSS.
Durante a live, Flávio Bolsonaro criticou a situação econômica do Brasil, afirmando que Lula “faz mais mal do que uma guerra” à economia, após Daniella Marques, ex-presidente da Caixa, mencionar que o Brasil possui uma taxa real de juros superior à da Rússia, que está em guerra. Apesar da recente redução da taxa Selic para 14% ao ano, o Brasil ainda lidera o ranking mundial de juros reais, superando países como a Rússia e a Colômbia.
Flávio expressou sua preocupação com o fechamento de lojas das Casas Bahia, destacando a dificuldade que os empreendedores enfrentam no Brasil. No segmento de segurança, ele e Derrite defenderam o aumento das penas para assaltos a celulares, propondo que as penas sejam quadruplicadas e ressaltando a importância de manter os criminosos presos.
Derrite também fez uma defesa da redução da maioridade penal, citando um caso recente de estupro coletivo envolvendo menores, e sugeriu que a maioridade para crimes hediondos fosse fixada em 14 anos.