As mortes por desnutrição na Terra Indígena Yanomami sofreram uma queda significativa de 75,7% no primeiro semestre deste ano em comparação ao mesmo período de 2023, quando foi declarada uma emergência de saúde pública na região. Os dados divulgados pelo Ministério da Saúde mostram que as fatalidades por malária foram completamente eliminadas e que as mortes por infecções respiratórias agudas apresentaram uma redução de 40,8%.
No total, considerando todas as causas, o número de óbitos caiu 29,5%, passando de 224 entre janeiro e junho de 2023 para 158 no mesmo período deste ano. Além disso, os índices de vacinação apresentaram uma melhora. O número de doses aplicadas no primeiro trimestre aumentou de 11.273 em 2023 para 20.267 em 2026, representando um crescimento de 79,8%.
A emergência de saúde na Terra Indígena Yanomami, localizada na região Norte do Brasil, foi uma das primeiras crises enfrentadas pelo governo Lula ao assumir o cargo. Na ocasião, a administração federal atribuiu a deterioração das condições de saúde da comunidade Yanomami à negligência do governo anterior, liderado por Jair Bolsonaro.
Desde 2023, o número de profissionais de saúde na área triplicou, passando de 690 para 2.100 em 2025. Atualmente, há 37 polos-base e 40 Unidades Básicas de Saúde operando na Terra Indígena, além do Centro de Referência de Surucucu, que atende casos mais graves.