O governo Lula projeta que até o final de seu terceiro mandato, 266 mil famílias sejam beneficiadas pelo programa de reforma agrária. Esse número, segundo o Ministério do Desenvolvimento Agrário, é inferior apenas ao registrado durante sua primeira gestão, entre 2003 e 2006, quando 384 mil famílias foram integradas ao programa.

Os dados revelam um aumento significativo na inclusão de famílias em comparação ao governo de Jair Bolsonaro, que, entre 2019 e 2022, contabilizou apenas 21 mil beneficiados. Durante a gestão anterior, a prioridade foi dada aos processos de titulação de terras, enquanto o atual governo busca acelerar a reforma agrária através de uma série de ações, como desapropriações e aquisições de terras.

De acordo com o ministério, 59 mil famílias foram atendidas com novos assentamentos, 117 mil tiveram suas propriedades reconhecidas e 90 mil tiveram lotes regularizados. Para a ministra do Desenvolvimento Agrário, Fernanda Machiaveli, o programa Terra da Gente tem sido crucial nesta retomada, permitindo o assentamento de trabalhadores rurais em terras privadas e públicas.

Além dos números expressivos, o governo afirma ter criado 182 novos assentamentos, resolvido conflitos agrários históricos e alcançado um recorde de investimentos, totalizando R$ 2,9 bilhões. Esse valor possibilitou a construção de 19 mil casas e o suporte à produção agrícola nos assentamentos.

Fonte: redir.folha.com.br