No recente debate da Band, os candidatos Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante) buscaram se destacar em meio a um evento que prometia ser controverso. Os três, considerados “nanicos” na corrida presidencial, aproveitaram a oportunidade para reforçar suas propostas e características.
Augusto Cury, conhecido por seus livros de autoajuda, trouxe um tom cômico ao debate, começando com um curioso “vai-não vai” na entrada da emissora. Ele se apresentou como um pacificador, promovendo seu lema “o Brasil tem cura”, e fez analogias poéticas sobre a educação, descrevendo professores como “cozinheiros do conhecimento”. Durante sua fala, até fez menção a um de seus livros, buscando conectar suas ideias ao público.
Em contraste, Renan Santos adotou uma postura agressiva, seguindo seu estilo de franco-atirador. Usou palavras contundentes ao criticar figuras como Lula e Flávio Bolsonaro, referindo-se a eles de maneira pejorativa e atacou o governo atual de forma contundente. Sua proposta de segurança incluiu promessas drásticas, como um “banho de sangue” contra criminosos, reforçando sua imagem de candidato “antissistema”. Ele até se permitiu rejeitar votos de eleitores que considera “canalhas”.
Ronaldo Caiado, por sua vez, focou em suas conquistas como governador de Goiás, fazendo referências constantes à segurança, educação e saúde do estado, que ele considera seus principais trunfos. Sua idade foi utilizada a seu favor, apresentando-se como alguém com “autoridade moral” em comparação aos adversários.
O debate também se concentrou na ausência dos dois candidatos líderes nas pesquisas, Lula e Flávio Bolsonaro. Os três candidatos presentes utilizaram essa falta para criticar a corrupção, mencionando casos como Lulinha e Master. Caiado se destacou ao usar a expressão “Dark Horse e Dark lobby” em sua argumentação, enquanto Renan capitalizou a ausência dos adversários, utilizando a presença de púlpitos vazios como uma estratégia visual eficaz para sua campanha.
Por fim, a ausência de Romeu Zema (Novo) foi notada, já que ele não recebeu menções ou críticas durante o debate, sinalizando que sua relevância na corrida presidencial pode estar diminuindo.
Fonte: redir.folha.com.br