A Justiça Eleitoral está tomando medidas rigorosas para coibir o uso indevido do sobrenome “Bolsonaro” por candidatos que não têm qualquer relação de parentesco com o ex-presidente Jair Bolsonaro. A decisão, que impacta as eleições deste ano, busca evitar que os eleitores sejam levados a crer que estão votando em familiares do ex-mandatário.
A ação foi impulsionada pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) e já resultou em proibições em estados como Rio de Janeiro e Mato Grosso. No Rio, o candidato a deputado federal Renato de Araújo Corrêa, do PL, teve que deixar de usar a identificação “Renato Araújo do Bolsonaro”, apesar de ter apresentado provas de sua amizade com a família do ex-presidente. O desembargador Paulo Cesar Salomão Filho argumentou que laços pessoais não justificam a adoção do sobrenome.
Em Mato Grosso, a candidata a deputada estadual Flaviane Ramalho de Oliveira, do partido Novo, também tentou incluir “do Bolsonaro” em seu nome de urna, alegando identificação com ideais conservadores. O relator do caso, Jean Garcia de Freitas Bezerra, observou que, nas eleições anteriores, Flaviane já concorria como “Dra. Flaviane Ramalho”, sem o sobrenome.
Até o momento, 39 candidatos registraram nomes que incluem “Bolsonaro” (29) ou “Lula” (10) para as urnas, mas a Justiça Eleitoral está atenta para evitar confusões no eleitorado.
Fonte: portalleodias.com