A Meta lançou nesta quinta-feira (27) uma atualização para os óculos inteligentes da marca, visando combater o uso inadequado da tecnologia. A decisão vem após denúncias sobre possíveis violações de privacidade associadas ao dispositivo, que chegaram a órgãos federais na semana passada.
O novo update melhora o sistema de detecção de alterações no gadget. Segundo a empresa, a gravação pela câmera dos óculos pode ser interrompida se o usuário cobrir a luz LED indicadora durante a filmagem. Essa medida se junta a outras ações anunciadas em julho, quando a Meta revelou melhorias para evitar gravações de pessoas sem consentimento.
Essas melhorias incluem a desativação automática da câmera se alterações no LED de alerta forem detectadas, como a sua destruição. A Meta afirmou que essas ações já estão mostrando resultados, como a suspensão de serviços de empresas que ofereciam modificações nos óculos, como a Ghost Metas, que anunciava um “serviço premium de remoção de LED”. O site da empresa foi retirado do ar no dia 21, pois a atualização da Meta tornaria a câmera inoperante após tal modificação.
Além disso, a Meta removeu milhares de postagens relacionadas a assédio e pegadinhas, banindo contas associadas a essas práticas. A empresa também bloqueou hashtags e termos que infringem suas políticas, dificultando a disseminação de conteúdos problemáticos.
No Brasil, o Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) e a Coding Right solicitaram à Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) e a outras autoridades uma investigação sobre os óculos Meta Ray-Ban, alegando violações dos direitos de mulheres, crianças e adolescentes. O ofício menciona incidentes, incluindo um caso de um médico que utilizou o dispositivo durante uma consulta.
Os óculos que filmam continuam a gerar debates sobre a legalidade de suas gravações. A discussão sobre seu uso e as implicações legais permanece acesa.