O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se viu no centro de uma polêmica após declarar em entrevista ao Jornal Nacional, na última quinta-feira (27), que não conhece a empresária Roberta Luchsinger. A declaração gerou reações de opositores, como o senador Flávio Bolsonaro (PL), que compartilharam fotos de Lula ao lado da lobista, insinuando que houve uma relação mais próxima entre eles e sugerindo que o presidente estava mentindo.

A campanha de Lula se manifestou, esclarecendo que, como figura pública, ele é frequentemente abordado para fotos e que essas imagens não indicam um vínculo pessoal ou profissional. O comunicado enfatizou que o presidente nunca teve contato direto com Luchsinger, corroborando a afirmação de que ele não a conhece.

Esse episódio remete a um caso anterior envolvendo Flávio Bolsonaro, que em julho foi fotografado com Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como Sicário, apontado pela Polícia Federal como líder de uma milícia. Na época, Flávio também negou conhecer Sicário, justificando que é comum tirar fotos com desconhecidos.

A assessoria do senador criticou a tentativa de atribuir relações pessoais a essas imagens, questionando a veracidade e a origem da foto com Sicário. O ICL Notícias, que publicou a imagem, afirmou que passou por ferramentas de verificação e não encontrou indícios de manipulação.

Roberta Luchsinger é próxima de Fábio Luís, filho de Lula, e ambos são suspeitos de tentar influenciar contratos no Ministério da Saúde em favor da empresa World Cannabis, vinculada a Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. Além disso, Luchsinger teria pago despesas do ex-assessor de Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro, que, segundo a defesa, seriam referentes a um empréstimo.

Durante a entrevista à TV Globo, Lula criticou a conduta do ex-assessor, mas reafirmou que não o conhecia. Um interlocutor do presidente afirmou que a presença em fotos não significa um conhecimento pessoal, e que Lula não identificou Luchsinger ao ver imagens dela. A polêmica se intensificou, pois a declaração de Lula foi interpretada como uma falha, oferecendo munição para adversários políticos.

Fonte: redir.folha.com.br