Roger Machado, ex-treinador do São Paulo, compartilhou sua rotina atual em casa, em Porto Alegre, onde tem aproveitado um espaço que define como “quatro em um”. Em entrevista exclusiva à PLACAR, o técnico de 51 anos revelou que a saída do Morumbi, após apenas dois meses, o levou a refletir sobre sua passagem pelo clube e a pressão enfrentada.

Durante sua breve estadia no São Paulo, Roger sentiu a rejeição da torcida e uma pressão que considera desproporcional. “É impossível implementar um trabalho em um espaço tão curto de tempo”, afirmou, destacando que acreditava haver potencial para evolução com continuidade. Ele mencionou que um ambiente político conturbado pode impactar o desempenho em campo, expressando sua frustração com a situação vivida.

Roger destacou que, apesar do ambiente interno saudável, o contexto externo do clube influenciou negativamente seu trabalho. Ele também abordou a pressão crescente sobre atletas e treinadores, ressaltando como a dinâmica das cobranças mudou com a internet. “Não se trata mais de 40 mil ou 50 mil torcedores; é um volume de críticas que chega rapidamente”, observou.

Sobre sua comunicação, Roger admitiu que sua linguagem técnica poderia ter afastado alguns torcedores, mas se mostrou disposto a adaptar sua forma de se expressar. Ele defendeu a inteligência dos atletas, afirmando que eles são capazes de absorver instruções complexas com prática.

Ao falar sobre preconceitos enfrentados por treinadores gaúchos, Roger reconheceu que essa é uma tendência no futebol brasileiro, que já passou por diferentes fases de valorização de técnicos de várias regiões.

A entrevista também abordou suas experiências passadas, incluindo a má fase dos clubes gaúchos, que enfrentam desafios econômicos devido à concorrência crescente no cenário esportivo. Para Roger, esses momentos são parte do aprendizado na carreira de um treinador, que requer resiliência e adaptação.

Por fim, ele relembrou uma história marcante da conquista da Libertadores de 1995, enfatizando a importância de manter a motivação e a energia positiva em momentos de pressão.

Fonte: placar.com