Uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira (7) pela Quaest revela que o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro estão tecnicamente empatados em um possível segundo turno das eleições presidenciais, com 41% das intenções de voto para cada um. A margem de erro é de dois pontos percentuais, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento, registrado no TSE sob o número BR-01720/2026, entrevistou 2.004 pessoas em todo o Brasil entre os dias 3 e 6 de setembro.

No primeiro turno, Lula, do PT, conta com 36% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro, do PL, tem 29%. Esses números mostram uma estabilidade em relação à pesquisa anterior, divulgada em 2 de setembro, quando Lula registrava 37% e Flávio 30%. O escritor Augusto Cury, representante do Avante, aparece em terceiro lugar com 8%, uma redução em relação aos 10% que tinha na pesquisa anterior.

Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD) têm 3% cada um, enquanto Romeu Zema (Novo) possui 2%. Samara Martins (UP) marca 1%. Os indecisos representam 10% e 8% dos entrevistados afirmam que pretendem votar em branco ou anular o voto. Importante notar que o influenciador Pablo Marçal (PRTB), que está inelegível até 2032, obteve uma liminar para se filiar ao PRTB e registrar sua candidatura à presidência. No entanto, o TSE já decidiu que ele não terá acesso a recursos do fundo eleitoral, nem poderá participar de debates ou aparecer na propaganda eleitoral.

No cenário que inclui Marçal, Flávio Bolsonaro mantém os 29%, e outros candidatos não mudam suas porcentagens. A diferença está nos indecisos, que caem de 10% para 9%, refletindo a inclusão de 1% de Marçal. Candidatos como Rui Costa Pimenta (PCO), Wilson Grassi (Democrata), Clariana Brandão (DC), Edmilson Costa (PCB) e Hertz Dias (PSTU) não obtiveram votos.

No segundo turno, a pesquisa anterior, de 2 de setembro, mostrava Lula com 42% e Flávio Bolsonaro com 41%. Em 14 de agosto, os dois também estavam em um empate técnico, com 43% e 40%, respectivamente. Na última semana, a campanha de Lula reconheceu que a disputa contra Flávio está indefinida. Por outro lado, assessores do senador acreditam que a situação pode mudar, especialmente em razão da crise no STF, que poderia prejudicar a imagem de Lula.

A ascensão de Augusto Cury nas pesquisas é atribuída ao apoio de influenciadores nas redes sociais. Especialistas notam que o aumento se dá em um contexto de desgaste político para ambos os candidatos. A campanha de Lula enfrenta investigações da Polícia Federal relacionadas a seu filho, Fábio Luís, por suposto tráfico de influência. Enquanto isso, a campanha de Flávio também é afetada por revelações sobre pedidos de financiamento para um filme sobre seu pai.

Fonte: redir.folha.com.br