Após o primeiro turno das eleições, surgem os primeiros vencedores e perdedores de um pleito que já se destaca na história política do Brasil. O Partido Liberal (PL) desponta como o grande vencedor, acumulando 28 senadores e 121 deputados federais a partir do próximo ano. Essa expressiva bancada confere ao PL um poder inédito nos últimos trinta anos, possibilitando a implementação de uma agenda conservadora, independentemente de quem vença na disputa presidencial entre Lula e Flávio Bolsonaro.
Outro destaque positivo é o novo governador de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo. Ele se tornou uma figura emblemática entre os políticos de direita, ao vencer no primeiro turno enfrentando ex-prefeitos e um governador. Sua ascensão é vista como um exemplo de um político outsider que superou expectativas e desafiou as estruturas tradicionais.
No Nordeste, o PT também conseguiu algumas vitórias, reelegendo governadores e conquistando importantes cadeiras no Senado. Essa região se torna cada vez mais crucial para a renovação do partido, mesmo em um cenário geral desfavorável.
Por outro lado, o centrão aparece como um dos principais perdedores, com uma queda em suas bancadas no Congresso e na quantidade de governadores. O ex-ministro Gilberto Kassab, que fez previsões otimistas, também viu sua imagem de especialista em política ser abalada após uma série de derrotas.
O Supremo Tribunal Federal (STF) enfrentará desafios, já que se tornou um tema central nas campanhas dos novos senadores eleitos. A expectativa é de que haja uma pressão maior contra alguns de seus ministros, especialmente Alexandre de Moraes, a partir de 2027.
Por fim, Lula e o PT figuram entre os maiores derrotados, com uma campanha marcada pela falta de clareza e organização. A abordagem focada na biografia do presidente deixou de lado propostas concretas para o futuro. Se o presidente conseguir reverter a situação no segundo turno, o partido ainda terá que se reavaliar sobre seus objetivos para os próximos anos.