Flávio Bolsonaro está sendo acusado de distorcer seu plano econômico, levantando dúvidas sobre suas promessas durante a campanha eleitoral. Daniella Marques e Adolfo Sachsida, economistas escolhidos por ele para defender suas propostas, são considerados por críticos como profissionais de baixo escalão, responsáveis por apresentar um discurso que promete grandes benefícios sem cortes significativos.
As promessas incluem um ajuste fiscal sem impactos negativos para a população, como cortes em salários, aposentadorias ou programas sociais. No entanto, a crítica gira em torno da viabilidade dessas promessas, especialmente considerando que, ao mesmo tempo, Flávio propõe a redução de impostos e incentivos para pequenos negócios e o empreendedorismo feminino.
Após Flávio liderar as eleições no primeiro turno, o mercado reagiu positivamente, com a Bolsa subindo e o dólar caindo. Essa reação, segundo analistas, reflete a desconfiança dos investidores em relação às promessas de Flávio, que estariam em desacordo com o que ele realmente planeja implementar, possivelmente levando a cortes mais profundos nas áreas que afetam a população.
A base de apoio de Flávio é composta por empresários que buscam se beneficiar de uma política econômica que, segundo eles, poderia se alinhar a modelos de austeridade como o do argentino Javier Milei. Contudo, a interpretação do conceito de “motosserra” varia entre os diferentes públicos: para a base bolsonarista, significa cortar desperdícios, enquanto para os ricos, sugere cortes em salários e aposentadorias.
Historicamente, presidentes brasileiros que prometeram reformas semelhantes enfrentaram graves consequências, como impeachment. Flávio, no entanto, parece não se preocupar com essa possibilidade, ao contrário do que ocorreu com Fernando Collor e Dilma Rousseff.
Durante a campanha de 2018, uma situação emblemática foi encontrada por um militante em um piquenique de mulheres evangélicas, que acreditavam que Bolsonaro, por ser militar, as beneficiaria. No entanto, a realidade mostrou que os reajustes salariais para servidores públicos não ocorreram sob seu governo.
Flávio Bolsonaro pode defender suas propostas, mas a expectativa é de que ele não repita os erros do passado, enganando a população como seu pai fez com a mulher que esperava ajuda do governo.