Mudanças nos locais de votação entre o primeiro e o segundo turno das eleições geraram confusão e preocupação entre os eleitores. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou nesta segunda-feira (19) que os números estão sendo atualizados conforme as zonas eleitorais finalizam os registros necessários.
No último sábado (17), o portal do TSE indicava que 4.289 seções haviam sido alteradas. Esse número caiu para 2.033 no domingo (18) e, no final da noite, ficou em 1.397. Às 22h desta segunda-feira, o total era de 438 seções, impactando 126.032 eleitores, com possibilidade de novas alterações até o dia da votação.
Em entrevista à GloboNews, o secretário-geral da Presidência do TSE, Murilo Salmito, atribuiu as variações a um erro do sistema, que considerou as alterações do primeiro turno. Ele reconheceu que esse problema representa uma oportunidade de melhoria, mas ressaltou que as mudanças para o segundo turno são as menores da história.
O TSE destacou que as decisões sobre os locais de votação são feitas pelas próprias zonas eleitorais, que levam em conta as particularidades de cada local. Mudanças são comuns em razão de questões logísticas, como problemas de infraestrutura e condições climáticas, e já ocorreram em eleições anteriores.
Uma análise da Folha revelou que, no primeiro turno, 6.588 seções foram alteradas, afetando 1,9 milhão de eleitores, ou 1,2% do total. Essas mudanças ocorreram em 920 municípios e em todas as unidades da federação, exceto no Distrito Federal. O estado do Amapá teve a maior proporção de seções alteradas, com 7,4%.
Os presidentes dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) divulgaram uma nota conjunta enfatizando que as mudanças para o segundo turno foram “excepcionais” e inferiores às ocorrências em 2022. A comunicação sobre as alterações foi uma preocupação levantada pelo Ministério Público Eleitoral, que sugeriu notificações via WhatsApp ou SMS para os eleitores.
A coligação do presidente Lula (PT) também pediu ao TSE medidas para divulgar amplamente as mudanças, citando a alta abstenção de 21,08% no primeiro turno e a necessidade de facilitar o acesso dos eleitores às novas seções.
Fonte: redir.folha.com.br