O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) intensificou sua estratégia eleitoral ao desafiar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a abrir seus sigilos bancário, fiscal e telefônico. O movimento ocorre na reta final da campanha para o segundo turno das eleições presidenciais, onde Lula busca reverter a desvantagem de votos em relação a seu adversário. A proposta foi apresentada durante um debate na TV Band no último domingo (18) e foi formalizada na terça-feira (20) por meio de um documento enviado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Lula, que terminou o primeiro turno com 45% dos votos válidos, está atrás dos 47% de Flávio. Desde a implantação do segundo turno no Brasil, nenhum candidato que ficou em segundo lugar na primeira fase conseguiu vencer a eleição. Com essa tática, o petista espera que a negativa de Flávio em aceitar o desafio possa aumentar sua rejeição entre os eleitores.
Durante sua declaração em Porto Alegre, Lula enfatizou que não permitiria que ataques à sua família manchassem sua trajetória. Ele também destacou que a abertura de sigilos seria uma forma de transparência e desafiou Flávio a fazer o mesmo, afirmando que “o presidente da República não pode debater com ladrão”.
Aliados do presidente, como o senador Camilo Santana (PT-CE), afirmaram que estão prontos para abrir os sigilos de familiares de Lula, caso Flávio aceite a proposta. Camilo ainda mencionou que já possui procurações dos filhos e netos do presidente autorizando a quebra dos sigilos.
Lula também insinuou que Flávio não teria coragem de abrir seus dados, afirmando que isso revelaria a falta de honestidade do senador. O desafio inclui a quebra de sigilos de diversos membros da família Bolsonaro e de empresas ligadas a Flávio.
O TSE, que analisará o pedido, recebeu o documento que estabelece que a abertura dos sigilos deve ocorrer até esta quarta-feira (21), para que a população possa tomar uma decisão informada nas eleições.
Fonte: redir.folha.com.br