A disputa pela presidência se intensifica à medida que a pesquisa Datafolha revela um empate técnico entre Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) a apenas três dias do segundo turno. O levantamento, realizado entre 20 e 22 de outubro, mostra ambos os candidatos com 50% dos votos válidos, que são aqueles que não incluem brancos e nulos. Nos votos totais, Flávio tem 47%, enquanto Lula aparece com 46%. Um total de 5% dos entrevistados afirmaram que votarão em branco ou nulo, e 2% estão indecisos. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais.

A campanha de Flávio enfatizou sua resistência frente aos ataques de Lula, enquanto a equipe do petista destacou melhorias na avaliação do governo, que subiu de 48% para 49% entre os que aprovam a gestão. O índice de desaprovação também diminuiu, passando de 50% para 48%. Embora esses números tenham oscilado dentro da margem de erro, o ministro José Guimarães, das Relações Institucionais, avaliou que o clima é de “virada”.

Os aliados de Lula apontam que a mobilização em atos de rua e nas redes sociais tem contribuído para sua recuperação nas preferências eleitorais. Jilmar Tatto, vice-presidente do PT, acredita que o aumento na aprovação do governo pode estar ligado à queda de Flávio nas intenções de voto. Ele ressaltou que a campanha digital de Lula tem atraído o público jovem, um segmento que se mostrou ativo nas manifestações.

Por outro lado, a campanha de Flávio Bolsonaro mantém otimismo, argumentando que o empate técnico não é uma notícia negativa. Eles acreditam que a pesquisa não captou o apoio da direita e do antipetismo que tende a se manifestar nas eleições. Os apoiadores de Flávio também mencionam a mobilização em várias capitais, especialmente no Nordeste, como um fator importante.

A expectativa é que o debate da TV Globo, agendado para sexta-feira (23), possa influenciar decisivamente a eleição. Líderes de partidos de centro acreditam que Lula precisa de uma vantagem de pelo menos três pontos percentuais para ter chances reais de vitória no domingo. Enquanto isso, Carlos Lupi, do PDT, vê sinais de que a vantagem anteriormente detida por Bolsonaro pode estar mudando.

A disputa promete ser acirrada, com a possibilidade de surpresas até o último minuto.

Fonte: redir.folha.com.br