As últimas semanas foram desafiadoras para a Sony, que se viu em conflito com seu público e com modders independentes. Após anunciar o fim das mídias físicas e afirmar que jogos de gerações anteriores ao PlayStation 4 não poderiam ser jogados no PS5, usuários provaram o contrário. Eles conseguiram rodar jogos do PS2 e até portaram títulos do PS5 para o PC, enquanto o desbloqueio do PS5, conhecido como Relapse, traz à tona novas possibilidades e preocupações para a empresa.

O Relapse, um jailbreak que emergiu no final de setembro de 2026, explora vulnerabilidades do PS5, permitindo a execução de códigos não autorizados pela Sony. Isso possibilita que programas desenvolvidos pela comunidade, conhecidos como homebrew, sejam executados, além de permitir o acesso a backups de jogos. Contudo, esse desbloqueio não é permanente e só funciona em firmwares específicos, necessitando ser reativado a cada reinicialização do console.

Entre os projetos que surgiram, destaca-se o PS5SX2, uma adaptação do famoso emulador PCSX2, que permite jogar títulos do PlayStation 2 diretamente no PS5. Com atualizações recentes, o emulador trouxe melhorias significativas, como gráficos em alta definição e suporte a altas taxas de quadros. Surpreendentemente, ele agora também consegue identificar discos físicos de jogos de PS2, algo que a Sony havia afirmado não ser viável para o console.

Outra novidade é o Overdrive, uma loja não oficial que funciona em PS5 desbloqueados, oferecendo mais de mil jogos, incluindo títulos de PS4 e PS5, sem custo para os usuários. Essa loja levanta questões sobre pirataria, já que distribui conteúdos sem a devida autorização das desenvolvedoras.

Além dos emuladores, surgiram projetos como AnyPS5, que busca executar jogos do PS5 em PCs, e PS5CEMU-HAR, que emula jogos de plataformas como Wii U e Nintendo 3DS. Um exemplo notável é a execução de “The Legend of Zelda: Breath of the Wild” em 4K no PS5, embora não seja a versão de Switch, mas a original de Wii U.

No entanto, o desbloqueio do PS5 não é isento de riscos. Embora permita a execução de programas não oficiais, há a possibilidade de banimento, especialmente se os usuários violarem os termos de serviço da PlayStation. Além disso, versões antigas do sistema podem comprometer a segurança e a acessibilidade a serviços online.

Por fim, muitos se perguntam: GTA 6 funcionará em um PS5 desbloqueado? A resposta é complexa. Embora o Relapse permita certas modificações, não garante a execução de todos os títulos, dependendo de diversos fatores como atualizações de sistema e segurança implementada pela Rockstar.

O cenário do desbloqueio do PS5 está em constante evolução e levanta questões sobre a relação da Sony com seus consumidores e a viabilidade de suas políticas.

Fonte: www.estadao.com.br