O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, do Republicanos, deve encerrar seu segundo mandato com a indicação de seis dos sete conselheiros do Tribunal de Contas do Estado (TCE). As aposentadorias de Renato Martins Costa e Dimas Ramalho, previstas para 2027 e 2029, respectivamente, abrem espaço para novas nomeações. Costa, que vem do Ministério Público, e Ramalho, indicado pelo ex-governador Geraldo Alckmin, do PSB, deixarão suas funções ao completarem 75 anos.

Para a vaga de Costa, Tarcísio poderá escolher entre candidatos de uma lista tríplice elaborada por membros do Ministério Público de Contas. Já a sucessão de Ramalho ficará a cargo dos deputados da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), porém com a aprovação do governador.

Durante seu primeiro mandato, Tarcísio já nomeou quatro conselheiros: Marco Aurélio Bertaiolli, Wagner de Campos Rosário, Maxwell Borges de Moura Vieira e Carlos Cezar. Com isso, a conselheira Cristiana Moraes, escolhida por Alckmin e com aposentadoria prevista apenas para 2042, será a única no TCE fora da influência direta do atual governador.

Essa série de indicações faz de Tarcísio o governador que mais nomeou conselheiros para o TCE, superando Luiz Antonio Fleury Filho, que fez quatro indicações, e Alckmin, com três. As cadeiras do TCE são estratégicas, pois o órgão é responsável pela fiscalização das contas do governo estadual e dos municípios, exceto da capital, que é supervisionada pelo Tribunal de Contas do Município (TCM). Além da importância política, o cargo de conselheiro é atraente devido ao salário de R$ 41 mil mensais, além de auxílios, e cada gabinete conta com uma equipe de 33 funcionários.