Diplomatas alinhados ao bolsonarismo discutiram na semana passada um plano de demissão voluntária para servidores do Itamaraty. A proposta surgiu após ameaças do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, que reside nos Estados Unidos, de realizar uma “faxina” no ministério, visando funcionários de carreira que, segundo ele, atuaram contra o governo de seu pai, Jair Bolsonaro.
A minuta do programa, inspirada em um modelo similar da ONU, tinha como objetivo incentivar servidores a pedirem desligamento antes de possíveis retaliações, oferecendo um pacote de benefícios. Contudo, com a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, a proposta provavelmente será abandonada.
Um diplomata próximo à atual administração criticou a iniciativa, afirmando que os diplomatas bolsonaristas ignoraram lições da história recente do Brasil, citando o caso de Fernando Henrique Cardoso, que saiu do poder em circunstâncias adversas e enfrentou consequências.
Fonte: redir.folha.com.br