O PSD, liderado por Gilberto Kassab, espera manter o controle de pelo menos três ministérios no novo governo de Lula, argumentando que merece reconhecimento por ter se mantido neutro nas eleições, evitando apoiar Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno. O partido foi o único do centrão a não se alinhar com Bolsonaro, mesmo após Flávio ter liderado no primeiro turno.
A bancada do PSD na Câmara, sob a liderança do deputado Antonio Brito (BA), também não declarou apoio ao candidato bolsonarista. Membros da legenda relataram terem recebido pressão para apoiar Flávio e discutir a formação de um ministério em um eventual governo dele, mas resistiram aos apelos. A cúpula do partido acredita que essa posição pode resultar em uma recompensa na nova administração.
Alexandre Silveira (MG), ex-ministro de Minas e Energia, e André de Paula (PE), que comandava a Pesca antes de assumir a Agricultura, são vistos como possíveis permanências na equipe ministerial. Brito, que tem se destacado por seu apoio a Lula na Bahia e por ter renunciado à candidatura à presidência da Câmara em favor da reeleição de Hugo Motta (Republicanos-PB), também é cogitado como um nome forte para alguma indicação.
Essa dinâmica pode moldar não apenas a composição do governo Lula, mas também as relações do PSD dentro do cenário político nacional.