Na última segunda-feira, 29, o goleiro marroquino Yassine Bounou, conhecido como Bono, surpreendeu ao realizar uma defesa inusitada durante a disputa de pênaltis que garantiu a classificação do Marrocos para as oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O jogador do Al-Hilal se manteve em pé e deu dois passos laterais antes de espalmar um chute cruzado do holandês Crysencio Summerville.
Essa técnica, comum no futsal, gerou debates entre especialistas sobre sua viabilidade no futebol de campo. O jogo, que terminou empatado em 1 a 1, também contou com uma defesa impressionante do goleiro holandês Bart Verbruggen, que utilizou o movimento em X, abrindo pernas e braços, para impedir um chute de Soufiane Rahimi.
A diferença nas dimensões dos gols é um fator crucial. No futebol, a meta possui 2,44 metros de altura e 7,32 metros de largura, enquanto no futsal, as medidas são de 2 metros por 3 metros. Além disso, a distância regulamentar do pênalti no campo é de 11 metros, comparada a apenas 6 metros no futsal, tornando mais fácil para os goleiros de salão ficarem em pé e adivinharem o canto dos batedores.
PLACAR ouviu ex-goleiros de futebol e futsal para discutir se a defesa em pé pode se tornar uma tendência no futebol profissional. O ex-goleiro Victor, que atuou por Atlético-MG e Grêmio, acredita que a técnica de Bono foi uma exceção, ressaltando a necessidade de convicção e estudo prévio para que essa estratégia seja eficaz nas cobranças de pênalti.
Felipe, ex-goleiro do Corinthians e Flamengo, também se mostrou cético quanto à popularização da técnica, embora tenha elogiado a ousadia de Bono. Careca, ex-goleiro de futsal, destacou que a Copa do Mundo é um palco onde inovações podem surgir, e a performance de Bono pode inspirar novas abordagens.
André Deko, goleiro de futsal, observou que a eficácia da defesa em pé pode levar a um aumento no treinamento específico para goleiros, à medida que se analisa o comportamento dos batedores. Ele acredita que o estudo das cobranças é fundamental e que a performance de Bono poderá influenciar futuras disputas de pênaltis.
A combinação de estudos e técnicas pode transformar a maneira como os goleiros se preparam e reagem durante os pênaltis, refletindo a evolução do futebol em um cenário global.