Uma análise da agência Reuters, divulgada nesta sexta-feira, 10, revelou que, até o momento, nenhuma das 94 partidas da Copa do Mundo de 2026 atingiu o limite de calor extremo estabelecido pela FIFA, que poderia justificar pausas para hidratação ou até o adiamento dos jogos. Essa situação se torna ainda mais relevante, já que as pausas se tornaram uma oportunidade extra para os anunciantes.

A FIFA e a FIFPro, sindicato global dos jogadores, utilizam critérios distintos para avaliar o risco de calor, sendo o da FIFA mais permissivo. A avaliação de risco é comumente feita por meio da Temperatura de Bulbo Úmido e Globo (WBGT), que combina temperatura do ar, umidade, luz solar e vento, oferecendo uma visão mais completa do estresse térmico.

De acordo com as diretrizes da FIFA, pausas para resfriamento são obrigatórias quando a temperatura WBGT atinge 32 graus Celsius, enquanto a FIFPro recomenda essas pausas a partir de 26 graus e sugere o adiamento de partidas quando a temperatura ultrapassa 28 graus. A Reuters obteve dados de WBGT com base em leituras de satélite, que não refletem as condições reais nos estádios.

Dos 94 jogos, 35 apresentaram temperaturas máximas acima de 26°C, com 27 partidas superando os 28°C. Contudo, três dos cinco estádios com as temperaturas mais elevadas são cobertos e climatizados, totalizando 18 partidas acima dos limites recomendados pela FIFPro. Isso significa que apenas 9 jogos foram realizados em estádios abertos, sem ar-condicionado, superando o limite de 28°C, e nenhum deles ultrapassou o limite de 32°C da FIFA.

O tema das pausas para hidratação gerou críticas de diversos treinadores ao longo da competição. Em 2018, Diego Armando Maradona fez uma declaração que se tornou viral, apontando que os Estados Unidos poderiam dividir os jogos em quatro tempos para aumentar as oportunidades de publicidade.

Fonte: placar.com