A Federação Brasil da Esperança, que reúne os partidos PT, PV e PCdoB, protocolou uma ação no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por disseminação de informações falsas sobre as urnas eletrônicas. A ação, apresentada na última terça-feira (21), também inclui outros nomes da direita, como os deputados Julia Zanatta (PL-SC) e Gustavo Gayer (PL-GO), além do ex-deputado Eduardo Bolsonaro.
O pedido foi motivado por declarações de Flávio durante um evento com diplomatas, onde ele alegou falsamente que as urnas eletrônicas no Brasil têm origem na empresa venezuelana Smartmatic. A representação solicita que conteúdos compartilhados por Flávio e outros parlamentares em suas redes sociais sejam removidos e que as plataformas da Meta, como Instagram e Facebook, tomem medidas para impedir a veiculação de informações que associem as urnas brasileiras à Smartmatic.
Além da remoção de publicações, a Federação requer que os envolvidos paguem uma multa de R$30 mil por cada postagem considerada falsa. Os partidos argumentam que Flávio e os demais parlamentares estão promovendo um “movimento articulado de desinformação”, o que pode comprometer a integridade do sistema eleitoral e a credibilidade da Justiça Eleitoral.
Na ação, é destacado que os parlamentares têm o potencial de gerar uma “desordem informacional” que afete a percepção do eleitorado sobre as urnas eletrônicas. O documento lista diversas postagens que sustentam ataques às urnas, evidenciando o padrão de desinformação.
Durante o evento em Brasília, Flávio Bolsonaro fez eco a declarações semelhantes de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que também havia apresentado acusações infundadas sobre a segurança das urnas em um encontro com embaixadores. Flávio sugeriu que um relatório da CIA indicava a Smartmatic como parte de um esquema de fraude nas eleições venezuelanas de 2012, uma afirmação que não foi corroborada por evidências.
Após a repercussão das declarações, a assessoria do senador afirmou que ele “não coloca em dúvida o processo eleitoral brasileiro”. Em uma nota posterior, a campanha de Flávio insistiu que ele não questionou a integridade do sistema e que suas observações se limitavam a relatar fatos públicos.
Fonte: redir.folha.com.br