O cantor e compositor Djavan, aos 77 anos, revela um lado pouco conhecido de sua vida: um santuário ecológico na Região Serrana do Rio de Janeiro. Com uma carreira de quase cinco décadas, repleta de sucessos e uma fiel legião de admiradores, o artista alagoano encontrou na natureza um refúgio longe da agitação dos palcos.
Em meio à vegetação nativa da Mata Atlântica, Djavan mantém um sítio que prioriza o contato direto com o meio ambiente e a produção orgânica. O grande destaque deste espaço é um orquidário meticulosamente planejado, que abriga milhares de orquídeas de diversas espécies, cores e origens, desde mudas nativas até variedades exóticas.
Para o cantor, o cultivo das flores é uma paixão que vai além da estética. Ele dedica horas de seus dias de folga ao cuidado das plantas, garantindo as condições ideais de sombreamento, umidade e ventilação. Essa conexão com a botânica é uma herança de sua infância em Maceió, onde sua mãe o ensinou a apreciar a flora.
O tempo que passa entre as orquídeas serve como um momento de meditação ativa, permitindo que ele desacelere e se inspire para criar novas canções. A relação de Djavan com a natureza também se reflete em sua obra, com referências frequentes à flora em suas composições, como em clássicos como “Flor de Lis”.
Equilibrando sua rotina de shows e gravações com o cuidado do orquidário, Djavan demonstra que sua vitalidade artística está enraizada na simplicidade do campo. Seu refúgio é um lugar onde o tempo passa de forma diferente, nutrindo a sensibilidade de um dos maiores talentos da música brasileira.
Fonte: caras.com.br