No dia 7 de agosto, o Brasil conquistou o bicampeonato olímpico de futebol masculino ao vencer a Espanha por 2 a 1 nas Olimpíadas de Tóquio 2020. O técnico André Jardine, que liderou a equipe na histórica vitória, relembra a relevância desse triunfo contra uma seleção que, anos depois, se tornaria campeã da Copa do Mundo.
Entre os jogadores espanhóis que participaram daquela final estavam Unai Simón, Eric García, Marc Cucurella, Martín Zubimendi, Mikel Merino, Pedri, Dani Olmo e Mikel Oyarzabal, todos campeões mundiais em 2026, além do técnico Luis de la Fuente. No Estádio Internacional de Yokohama, o Brasil garantiu a vitória na prorrogação, com gols de Matheus Cunha e Malcom, enquanto Oyarzabal descontou para os espanhóis.
Jardine destacou que a final foi marcada por um confronto de alto nível. “A Espanha tem um controle excepcional da bola e é difícil de pressionar. Naquele jogo, conseguimos forçá-los a se defender, algo que eles não costumam fazer”, recordou. O treinador elogiou a qualidade da sua equipe, embora reconhecesse que o jogo foi intenso.
Desde a conquista em Tóquio, a seleção brasileira masculina principal não venceu mais títulos. Nos últimos dez anos, o Brasil somou apenas três conquistas: as medalhas de ouro nas Olimpíadas de 2016 e 2021 e a Copa América de 2019. Por outro lado, a base da seleção espanhola se manteve quase intacta até o título mundial de 2026. Apenas três jogadores da equipe olímpica de Tóquio (Matheus Cunha, Bruno Guimarães e Gabriel Martinelli) participaram da última Copa do Mundo.
Jardine, atual técnico do Shabab Al Ahli, dos Emirados Árabes, afirmou que o Brasil precisa de um ciclo mais estável. “Esta geração é talentosa e capaz de competir em alto nível. Acredito que o Brasil pode formar uma seleção à altura da Espanha ou da Argentina, mas isso requer um trabalho bem estruturado”, concluiu.
Fonte: placar.com