Três usuários de produtos Apple processaram a empresa no Tribunal do Norte da Califórnia, acusando-a de negligência e propaganda enganosa. O processo, protocolado em 24 de julho de 2026, alega que a Apple falhou na segurança da App Store ao permitir a distribuição de um aplicativo fraudulento que se apresentava como o Sparrow Wallet, resultando em um roubo de aproximadamente US$ 1,8 milhão em Bitcoin, equivalente a R$ 9,2 milhões.

Os autores, James Ramirez, Christopher Ellis e Jalen Delgado, argumentam que a Apple, ao promover um ecossistema “seguro e verificado”, não cumpriu com sua promessa. Eles afirmam que a companhia não apenas deixou um software clonado enganar os usuários, mas também o destacou em coleções recomendadas na App Store. Além disso, a Apple ignorou alertas sobre o aplicativo falso enviados pelas vítimas após os danos.

Os advogados ressaltam que a Apple falhou em monitorar adequadamente a plataforma, permitindo que criminosos cibernéticos se aproveitassem da reputação da marca. O desenvolvedor do Sparrow Wallet, Craig Raw, já havia alertado sobre a presença de versões fraudulentas na loja desde janeiro de 2024, criticando a lentidão da Apple em remover as fraudes.

Em resposta, a Apple afirmou que adota medidas rigorosas contra aplicativos fraudulentos e que agiu rapidamente para remover o Sparrow Wallet falso, além de encerrar contas de desenvolvedores associados. A empresa incentivou os usuários a reportar suspeitas de fraudes através do serviço ‘Relatar um Problema’.

A ação judicial solicita que a Apple indenize as vítimas por danos materiais e morais e exige a reformulação dos processos de verificação da App Store, incluindo alertas sobre os riscos de softwares não verificados.

Em meio a essa situação, a Microsoft também alertou para um aumento nos ataques utilizando o vírus ACR Stealer, que opera de forma discreta e ameaça a segurança digital.