Grandes bancos norte-americanos, incluindo Morgan Stanley, JPMorgan Chase e Charles Schwab, estão restringindo o acesso de agentes de inteligência artificial (IA) de terceiros às contas de clientes. A decisão foi motivada por preocupações com a segurança, após relatos de robôs acessando sistemas de e-banking para realizar transações sem autorização explícita.
Esta mudança gerou um alerta no setor financeiro dos Estados Unidos. Embora algumas instituições tenham implementado essas restrições, o Morgan Stanley afirmou à Reuters que não identificou atividades de agentes de IA não autorizados em suas plataformas.
A questão principal reside na prática de usuários compartilharem suas credenciais com assistentes virtuais, que, ao fazer isso, violam os termos de uso das instituições, que requerem acesso humano. A preocupação aumentou após relatos de tentativas de agentes automatizados de realizar chamadas a centrais de atendimento e de realizar transações de forma independente.
Durante uma apresentação a investidores, Jamie Dimon, CEO do JPMorgan Chase, destacou os riscos associados ao uso de assistentes virtuais não supervisionados. “Não vamos permitir que qualquer agente externo entre na empresa, pois isso é muito arriscado para nossos clientes e para o JPMorgan”, afirmou.
O crescimento rápido de ferramentas de automação, como o aplicativo Muse da Meta, que já atingiu dez milhões de downloads em 40 dias, tem gerado cautela entre os bancos. Para evitar riscos, a maioria das instituições agora limita o acesso dessas aplicações ao modo de leitura, permitindo apenas a visualização de dados financeiros.
Richard Wurster, CEO da corretora Charles Schwab, mencionou que a empresa realiza um monitoramento diário para bloquear interações indesejadas. Ele ressaltou que essa medida é necessária para garantir o controle sobre a autenticação e a experiência do usuário.
Executivos do setor reconhecem que a demanda por automação financeira continuará a crescer. Portanto, os bancos precisarão encontrar um equilíbrio seguro entre inovação tecnológica e proteção ao cliente. Por enquanto, a recomendação é clara: correntistas não devem compartilhar suas credenciais bancárias com aplicativos ou agentes de terceiros.