O escritor Augusto Cury, candidato pelo Avante, revelou ter o maior patrimônio entre os presidenciáveis de 2026, com R$ 242,2 milhões. Ele é seguido por Romeu Zema, do Novo, que declarou R$ 178,7 milhões. Enquanto isso, o ex-presidente Lula (PT) apresentou um patrimônio de R$ 4,8 milhões, e Flávio Bolsonaro (PL), R$ 8,2 milhões.
A declaração de bens é uma exigência para o registro das candidaturas, visando a transparência e permitindo que os eleitores avaliem os valores informados à Justiça Eleitoral. Ronaldo Caiado, do PSD, ocupa a terceira posição com R$ 52,6 milhões, seguido por Wilson Grassi (Democrata) com R$ 50 milhões e Clariana Barão (DC) com R$ 1,8 milhão. Outros candidatos, como Renan Santos (Missão), Edmilson Costa (PCB) e Samara (UP), informaram patrimônios bem menores, enquanto Hertz Dias (PSTU) e Rui Costa Pimenta (PCO) não possuem bens declarados.
Cury, que concorre pela primeira vez, possui a maior parte de seu patrimônio em fazendas e imóveis rurais, avaliados em R$ 19 milhões, além de empréstimos a empresas que somam R$ 125,3 milhões. Zema, que teve um aumento de 15% em seu patrimônio desde 2022, possui a maior parte de seus bens em participações empresariais e aplicações financeiras.
Lula, por outro lado, viu uma redução em seu patrimônio, que caiu 46% em relação à eleição anterior, onde declarou R$ 7,4 milhões, valor que se readequado à inflação seria de R$ 8,8 milhões. Seus principais bens incluem planos de previdência privada e imóveis.
No que diz respeito aos candidatos a vice, Geraldo Alckmin (PSB) aumentou seu patrimônio de R$ 1 milhão em 2022 para R$ 3,29 milhões em 2026. Gilberto Kassab (PSD) declarou R$ 20,9 milhões, enquanto Eduardo Girão (Novo) apresentou R$ 34,1 milhões.
O cenário financeiro dos candidatos reflete não apenas suas trajetórias, mas também o potencial impacto nas próximas eleições, à medida que a transparência em relação ao patrimônio pode influenciar a percepção do eleitor.
Fonte: redir.folha.com.br