A governadora Celina Leão (PP) se destaca na corrida pelo Governo do Distrito Federal, liderando as intenções de voto no primeiro turno das eleições de outubro, segundo a pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira (8). Celina alcançou 35% das preferências, enquanto José Arruda (PSD) e Leandro Grass (PT) aparecem com 18% e 17%, respectivamente.

Os candidatos Paula Belmonte (PSDB) e Ricardo Capelli (PSB) têm 4% e 2% das intenções de voto. Kiko Caputo (Novo) e Samara Mineiro (UP) somam 1% cada. Os candidatos Elisson Ferreira (Agir), Professor Robson (PSTU), Expedito Mendonça (PCO) e Rico Pinheiro (PRTB) não foram mencionados na pesquisa. Os indecisos totalizam 15%, e 7% dos entrevistados afirmaram que votariam nulo ou em branco, ou que não votariam.

A pesquisa estimulada da Quaest apresenta uma lista com os nomes dos candidatos para que os entrevistados escolham. O levantamento, registrado no TSE sob os números BR-04442/2026 e DF-01987/2026, teve uma margem de erro de três pontos percentuais. Encomendada pela Globo, a pesquisa ouviu 1.104 pessoas com 16 anos ou mais, entre 4 e 7 de setembro. No levantamento anterior, Celina tinha 34%.

No cenário do Senado, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) lidera com 26%. Aliada de Celina, Michelle trabalhou para garantir o apoio do PL à governadora. Leila do Vôlei (PDT) vem em seguida com 17%, enquanto as deputadas federais Erika Kokay (PT) e Bia Kicis (PL) registram 13% e 11%, respectivamente.

A disputa no DF ocorre em meio a uma crise no Banco de Brasília (BRB), decorrente de operações envolvendo o Banco Master, vinculado a Daniel Vorcaro. A aquisição do Master pelo BRB foi feita sob a gestão do ex-governador Ibaneis Rocha (MDB), que deixou o cargo para se candidatar ao Senado e deixou a crise para Celina. Após a divulgação da articulação envolvendo o Master, Ibaneis desistiu de sua candidatura.

Para tentar resolver a situação do BRB, a gestão de Celina busca um empréstimo de até R$ 6,6 bilhões com o Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Recentemente, o Governo do DF acionou o STF para que a União se torne fiadora do empréstimo, visando socorrer o banco.

Fonte: redir.folha.com.br