O atual chefe de arbitragem da FIFA, Pierluigi Collina, afirmou nesta quinta-feira, 9, que os árbitros da Copa do Mundo não recebem influência de nenhuma pessoa, incluindo o presidente da entidade, Gianni Infantino. A declaração surge em meio a controvérsias envolvendo as decisões de árbitros como o brasileiro Raphael Claus e o francês François Letexier.

Collina buscou esclarecer as acusações sobre a idoneidade desses árbitros, especialmente após o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, ter mencionado o histórico de Claus em relação a Infantino. A pressão por uma revisão do cartão vermelho do atacante Balogun, que resultou na anulação da punição, também foi discutida.

Após a derrota do Egito para a Argentina, houve críticas significativas à atuação de Letexier, com o técnico Hossam Hassan afirmando que “fatores externos e internos” influenciaram decisões cruciais. Ele expressou descontentamento com a credibilidade da FIFA no torneio, enquanto o atacante Mostafa Zico protestou, dizendo que a arbitragem estava “direcionada” para a Argentina.

Collina defendeu a integridade da arbitragem, afirmando que discussões construtivas fazem parte do futebol, mas que acusações infundadas não são aceitáveis. Ele explicou que a decisão sobre a anulação do gol de Zico, marcada por falta de Attia em Lisandro Martínez, seguiu a regra de que infrações na construção de jogadas podem ser revisadas pelo VAR, independentemente do tempo decorrido.

A arbitragem da FIFA, segundo Collina, é independente e respeitada, e a entidade está satisfeita com a aplicação das regras durante o torneio. Até o momento, a Copa do Mundo contabiliza 280 gols em 96 partidas, com a Argentina se destacando como o melhor ataque, liderado por Lionel Messi.

Nesta quinta-feira, 9, França e Marrocos se enfrentam na abertura das quartas de final, no Gillette Stadium, em Foxborough, às 17h (horário de Brasília).

Fonte: placar.com