Após o término da Copa, o professor Joaquim Falcão lança um novo livro intitulado “A Oligarquia dos Poderes e a Crise da Democracia”, que chega às livrarias com 256 páginas. A obra, marcada por um estilo bem-humorado e perspicaz, critica as falhas do atual sistema político brasileiro, evidenciando a influência de uma oligarquia que permeia os três Poderes do país.

Falcão revela que, desde a promulgação da Constituição, foram apresentadas 3.866 propostas de emendas, das quais apenas 136 foram aprovadas. O autor sugere que isso reflete um descontentamento generalizado da população em relação à sua própria Constituição. Nascido em Pernambuco, o professor utiliza parágrafos curtos para dissecar as deficiências de cada Poder, começando pelo Judiciário, onde aponta a interferência de laços familiares e interesses paralelos.

Segundo Falcão, o Brasil enfrenta um “mal-estar social” que, em momentos de maior tensão, resulta em violência, tanto urbana quanto rural. Ele menciona casos extremos, como a morte de 120 pessoas em um único evento no Rio de Janeiro, ocorrida em outubro de 2025, e critica a ineficácia do Estado democrático em lidar com tais crises.

O livro também destaca a impunidade no Judiciário, citando que, desde 1950, todas as 129 denúncias contra ministros do Supremo Tribunal foram arquivadas. Falcão menciona casos específicos, como o do ministro Dias Toffoli, que teria tomado decisões controversas em relação à Lava Jato.

Falcão traça um paralelo histórico, afirmando que a crise atual começou a se formar em 1891, quando Rui Barbosa introduziu um modelo democrático que, segundo ele, falhou. O autor critica a construção de instituições sem a devida consideração pelo povo. Para Falcão, os vícios oligárquicos estão presentes em todas as esferas do governo.

A narrativa se desenrola com menções a casos concretos, como a prisão do ex-deputado Chiquinho Brazão, que foi cassado por falta de comparecimento à Câmara devido à sua detenção. Falcão sugere que essa é uma expressão da “harmonia da discordância” no sistema político.

Além da crítica à política brasileira, o texto menciona a exposição “Nós nos vestimos para Bill”, que será realizada no final do próximo ano pela New York Historical. A mostra homenageia William Cunningham, fotógrafo que capturou a essência da moda de rua em Nova York, e seu impacto na cultura da cidade.

Fonte: redir.folha.com.br