Candidatos à Presidência que buscam se posicionar como alternativas a Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) reagiram nas redes sociais após a divulgação de documentos das investigações do Banco Master e a crise no Supremo Tribunal Federal (STF). O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), convocou uma manifestação em Brasília para a próxima terça-feira (15), quando o STF analisará um relatório da Polícia Federal sobre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, que inclui dados relacionados ao ministro Alexandre de Moraes.
A manifestação está marcada para as 9h, na alameda dos Estados, uma hora antes da sessão do Supremo. Zema lançou a convocação na quinta-feira (10), juntamente com seu vice, o senador Eduardo Girão (Novo-CE), após Moraes cancelar um pronunciamento programado. O governador criticou o ministro, afirmando que ele estaria “fugindo da raia” e declarou: “Quem não deve não teme”. Girão, por sua vez, pediu a saída de Moraes, do procurador-geral da República, Paulo Gonet, do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e de Lula.
Neste domingo (13), Zema atacou Alcolumbre, chamando-o de “paquita do Xandão” e “intocável do Amapá”, e disse que havia solicitado o afastamento do senador. Durante uma transmissão ao vivo, Zema destacou a importância da sessão de terça-feira, afirmando que ela poderia determinar se o Brasil continuaria sendo uma “república dos intocáveis”. Ele acredita que a pressão da sociedade civil e da mídia pode influenciar o resultado da crise.
Renan Santos, candidato pelo partido Missão, também se manifestou sobre a liberação dos documentos. Ele mencionou que a quebra de sigilo do inquérito do Banco Master deixaria muitos candidatos à presidência inquietos, enquanto ele se sentiria tranquilo. Em suas publicações, Renan notou que a reação nas redes sociais passou de indignação a escárnio, com piadas sobre o envolvimento de personagens como Vorcaro e Moraes.
O candidato fez um experimento ao publicar um vídeo humorístico com um personagem alusivo a Moraes, que alcançou entre 1,2 milhão e 1,3 milhão de visualizações, superando os conteúdos sérios que publicou sobre o caso. Para ele, isso indica que muitos já não acreditam na responsabilização política e não têm paciência para entender os detalhes.
Augusto Cury (Avante) não abordou diretamente Moraes, mas criticou as relações políticas do ex-banqueiro em suas postagens. Ele pediu que o julgamento no STF fosse aberto, televisionado e realizado rapidamente, para que os eleitores tivessem acesso às informações antes das eleições. Cury também defendeu que a investigação fosse levada até as últimas consequências e sugeriu o fim da vitaliciedade dos ministros do STF, propondo mandatos de oito anos.
Ronaldo Caiado (PSD) recebeu alta após três dias internado com pneumonia e comentou que a crise no STF relacionada ao Banco Master ofuscou a campanha eleitoral. Ele ressaltou que as discussões sobre propostas e eleições foram deixadas de lado por conta do assunto. Caiado pediu a abertura das investigações relacionadas ao INSS e criticou a tentativa de mudar a investigação sobre o financiamento do filme “Dark Horse” de Flávio Bolsonaro para outro ministro, afirmando que isso não resolveria a gravidade do caso.
Fonte: redir.folha.com.br