Documentos do caso de exploração sexual liderado por Jeffrey Epstein foram divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ) sem a devida proteção, expondo informações sensíveis de vítimas. A revelação foi feita em uma investigação da DW, publicada na última semana.

A reportagem destaca que várias partes dos documentos, que somam centenas de milhares, foram compartilhadas sem a necessária anonimização, em desacordo com promessas anteriores das autoridades. O DOJ justificou a falha como resultado de um “erro humano ou técnico” e iniciou uma auditoria para investigar a situação.

De acordo com os dados analisados, informações como nomes completos, datas de nascimento, endereços de e-mail, números de telefone e até documentos de identidade foram expostas. Esses dados permitem a identificação direta de vítimas, testemunhas e informantes que colaboraram com a justiça.

Os investigadores notaram que a exposição pode ter ocorrido devido a versões duplicadas de documentos, onde as informações sensíveis estavam ocultas em uma cópia, mas visíveis em outra. Essa inconsistência sugere falhas na revisão dos arquivos antes da divulgação.

A situação se tornou ainda mais grave com a disponibilização dos documentos em plataformas abertas e no site do DOJ. Vítimas que tiveram seus dados expostos relataram ameaças e casos de assédio. Uma sobrevivente expressou que o erro do DOJ causou danos irreparáveis, destacando a disparidade entre a proteção de figuras poderosas e a exposição de vítimas vulneráveis.

Em resposta à situação, a recém-aprovada Lei de Transparência dos Arquivos Epstein II permitirá que sobreviventes de abuso sexual e governos estaduais processem o DOJ por não cumprir as normas de proteção de dados estabelecidas.

É importante ressaltar que as falhas na ocultação das informações foram identificadas após o DOJ prometer remover os documentos e implementar mais medidas de segurança.

Fonte: www.tecmundo.com.br