Defensores públicos de 14 estados e do Distrito Federal estarão em campo durante as eleições de 2026, com o objetivo de garantir a integridade do processo eleitoral. O grupo, formado por 31 profissionais, fará parte da Missão de Observação Eleitoral do TSE e se concentrará em práticas como assédio eleitoral, violência política, obstáculos ao voto, e fraudes relacionadas à cota de gênero.
Esses defensores atuarão nas cinco regiões do Brasil, acompanhando diversas etapas do pleito. Eles visitarão locais de votação e seções eleitorais para monitorar situações que possam ameaçar o direito ao voto e a equidade na participação política. Em eleições passadas, já foram notados episódios de violência e barreiras que dificultam o acesso de grupos vulneráveis ao processo.
É importante ressaltar que a atuação desses defensores será restrita à observação. Eles não poderão auditar ou interferir no processo eleitoral, mas têm a responsabilidade de coletar informações, que serão consolidadas em um relatório com sugestões a serem apresentadas à Justiça Eleitoral.
A iniciativa é promovida pela Associação Nacional das Defensoras e Defensores Públicos (Anadep) e conta com a participação de profissionais de Alagoas, Amapá, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Rio Grande do Sul e São Paulo.