No mundo do Carnaval carioca, ser rainha de bateria pode ser um sonho, mas não é sempre um cargo gratuito. Em sua maioria, as escolas de samba do Rio de Janeiro não cobram das celebridades para ocupar essa posição de destaque, mas as próprias rainhas costumam arcar com suas despesas, incluindo os custos da fantasia. A situação, no entanto, está mudando, e algumas escolas estão começando a ver essa função como uma oportunidade financeira.

Até o último Carnaval, a Unidos da Tijuca era a única escola que exigia um pagamento direto para que uma famosa ocupasse o cargo de rainha de bateria, um modelo que já era parte da tradição da agremiação. Mas, após a prisão de seu patrono, Rogério de Andrade, a Mocidade Independente de Padre Miguel se encontra em crise e também passará a negociar o cargo, transformando-o em uma nova fonte de receita. A primeira-dama da escola se afastou, abrindo espaço para essa mudança.

Embora a presença de uma famosa à frente da bateria não conte pontos na apuração, ela traz visibilidade, glamour e pode gerar receita, dependendo do acordo. Celebridades como Monique Evans e Luiza Brunet ajudaram a tornar essa posição uma das mais almejadas do Carnaval. A escolha da rainha se tornou um assunto que vai além da avenida, envolvendo também os bastidores.

Algumas escolas bancam as despesas de suas rainhas. A Grande Rio e a Beija-Flor, por exemplo, assumem todos os custos, enquanto a Viradouro cobre o valor da fantasia. No último Carnaval, o Salgueiro fez o mesmo com Viviane Araújo. Por outro lado, a Imperatriz Leopoldinense não arca com os custos da fantasia, e quem desfila deve pagar pela sua própria. Isso demonstra que, mesmo sem um pagamento para o cargo, a participação na folia pode ser cara.

A Imperatriz também refutou rumores que circulavam sobre Rafa Kalimann, ex-BBB que teria pago para ser musa da escola. Na verdade, a única despesa da influenciadora foi a fantasia para o desfile, e não um valor para conquistar o cargo.

Assim, ocupar uma posição de destaque no Carnaval do Rio não significa, necessariamente, comprar um espaço na avenida. Enquanto algumas escolas fazem questão de cobrir os gastos de suas estrelas, outras deixam essa responsabilidade com quem deseja brilhar. O que se observa é que, mesmo sem contar pontos na apuração, ser rainha de bateria continua a oferecer glamour, exposição e, cada vez mais, oportunidades financeiras.

Fonte: portalleodias.com