A trajetória da Espanha rumo à final da Copa do Mundo de 2026 é resultado de um planejamento meticuloso da Federação Espanhola, iniciado em 2007. Este projeto abrange não apenas a habilidade técnica dos jogadores, mas também um foco intenso nas categorias de base, incluindo o futebol olímpico. A seleção espanhola já se destacou ao ser vice-campeã nos Jogos de Tóquio 2021, onde perdeu a medalha de ouro para o Brasil, e posteriormente conquista a medalha de ouro nos Jogos de Paris 2024, ao vencer a França.

Doze jogadores do elenco atual da seleção espanhola participaram dos últimos dois ciclos olímpicos, muitos deles sob o comando de Luís De La Fuente, que veio das categorias de base. Essa continuidade é uma exceção no futebol de seleções e explica o sucesso da equipe na última década. Nomes como Dani Olmo, Mikel Oyarzabal, Pedri e outros fazem parte desse núcleo forte, com seis deles começando como titulares na semifinal da Copa do Mundo, evidenciando a base sólida construída desde cedo.

A comparação com a seleção brasileira, que também participou das Copas de 2022 e 2026, é inevitável. Em 2022, o Brasil contava com nove jogadores que estiveram em títulos olímpicos anteriores, mas apenas três deles foram titulares na eliminação para a Croácia. Para 2026, a presença de apenas três jogadores que estiveram na Olimpíada de 2021 revela uma diferença nas trajetórias das duas seleções.

Embora não se possa estabelecer uma relação direta entre o sucesso olímpico e o desempenho em Copas do Mundo, a Espanha se destaca por transformar seus talentos olímpicos em uma equipe profissional competitiva. Enquanto o Brasil viu muitos de seus campeões olímpicos perderem espaço antes do próximo Mundial, a Espanha manteve sua estrutura, o que se reflete em seu desempenho destacado no cenário internacional.

Fonte: placar.com