Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência pelo PL, utilizou um almoço com empresários e políticos em São Caetano do Sul, na última sexta-feira (7), para criticar o Judiciário, com foco no STF. Durante seu discurso, ele afirmou que a exposição de corrupção na cúpula do Judiciário é um dos motivos pelos quais não querem sua vitória nas eleições.
“Qual o medo que eles têm da nossa chegada para fazer a coisa certa?”, questionou Flávio, mencionando que seus opositores poderiam ir além dos limites para barrar sua candidatura. Ele também comentou sobre sua trajetória, enfatizando que sua vida foi “virada do avesso”, mas que não há evidências que possam incriminá-lo.
Essas declarações vêm na esteira de um recente mal-estar na campanha, provocado pela divulgação de um áudio onde Flávio pede dinheiro a Daniel Vorcaro, ex-dono do banco Master, para financiar o filme “Dark Horse”, que retrata a história de Jair Bolsonaro. Em resposta às especulações, disse que, se surgirem vídeos, não há nada de comprometedor. “Não sou filho do Lula, não fiz nada de errado”, garantiu aos presentes.
O candidato também revelou ter recebido mais de 1.800 ameaças de morte, o que mudou a dinâmica de sua vida familiar e resultou em maior segurança para ele e seus entes. Flávio disse que continua na disputa pela fé e criticou o governo Lula, citando os altos preços do mercado e prometendo mudanças drásticas na segurança pública.
“Vou reformular a lei penal para atacar o crime. Sou radical quando se trata de proteger as famílias”, afirmou. Ele ainda mencionou escândalos recentes envolvendo o PT, como a Lava Jato e conexões com o banco Master, e alertou sobre a responsabilidade que tem para mudar a situação do país. “Ou vencemos as eleições ou o PT vai arruinar o Brasil”, concluiu.