O ex-ministro Fernando Haddad (PT), candidato ao governo de São Paulo, abordou a classificação do PCC e do Comando Vermelho como facções terroristas pelos Estados Unidos durante sua participação no programa Roda Viva, da TV Cultura, nesta segunda-feira (31). Haddad destacou que o PCC possui conexões internacionais, justificando a atenção dos EUA à facção.

Ao ser questionado sobre a designação, Haddad minimizou a questão, afirmando que, para ele, o fundamental é a forma de combate ao crime organizado. Ele ressaltou que a nomenclatura — se máfia ou organização terrorista — é secundária em comparação à necessidade de ação efetiva contra o crime.

A mudança de status do PCC e do Comando Vermelho, anunciada pelo governo americano em maio, gerou preocupações no Brasil. O Itamaraty alertou para o risco de a medida permitir a intervenção militar dos EUA no país. Na ocasião, o governo Lula criticou a classificação, apontando que a segurança pública não deve ser manipulada por questões políticas.

Haddad também afirmou que o conceito de terrorismo está mais ligado à ideologia, diferindo das facções que operam em busca de lucro e lavagem de dinheiro. Ele reiterou a prioridade no combate ao crime organizado.

Além disso, o candidato criticou o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que busca a reeleição. Haddad destacou a postura submissiva de Tarcísio em relação a Donald Trump, mencionando um tarifaço imposto pelos EUA sobre produtos brasileiros que afetou especialmente São Paulo.

Por fim, Haddad comentou a sucessão do presidente Lula, ressaltando a dificuldade de substituir um líder carismático como ele. Embora a tarefa seja complexa, o ex-ministro afirmou que o partido conta com quadros qualificados que podem surgir no cenário político progressista.

Fonte: redir.folha.com.br