Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está ajustando sua estratégia de marketing para a fase final da eleição, após um primeiro turno considerado confuso. A campanha agora planeja uma abordagem equilibrada, com 50% de conteúdo propositivo e 50% de críticas direcionadas a Flávio Bolsonaro. Essa nova tática foi visivelmente aplicada durante o programa de reestreia na sexta-feira (9).

Lula foi orientado a adotar um tom mais humilde, reconhecendo as dificuldades que a população enfrenta, como o alto custo de vida. A ideia é que ele destaque sua capacidade de promover a redução de preços e melhorar as condições de vida, ao mesmo tempo que critica seu adversário.

A campanha também pode intensificar as críticas a Flávio Bolsonaro, que incluem tanto questões programáticas — como a ameaça aos programas sociais — quanto aspectos pessoais, ligando-o a escândalos financeiros e à defesa da democracia. Uma versão atualizada da proposta de “taxação BBB” (bancos, apostas e bilionários), que já teve destaque em 2025, está sendo considerada para reforçar essa estratégia.