O presidente Lula (PT) cobrou de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a abertura de seu sigilo bancário, uma estratégia que ecoa a tática utilizada por Guilherme Boulos (PSOL) durante a eleição municipal de São Paulo em 2024. Naquele pleito, Boulos questionou repetidamente o prefeito Ricardo Nunes (MDB) sobre suas movimentações financeiras, no contexto de uma investigação relacionada a um suposto esquema de corrupção em creches da cidade.
Apesar das insistências de Boulos, Nunes não se comprometeu a disponibilizar seus dados bancários, alegando que o faria apenas se solicitado por uma autoridade. “Deve ter alguma coisa cabeluda”, disparou Boulos em um debate da Globo, realizado em 25 de outubro de 2024, às vésperas do segundo turno da eleição. O prefeito, por sua vez, classificou a abordagem como uma “tática de marketing” e uma “cortina de fumaça”.
Em um desdobramento desse caso, em agosto de 2025, o Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) decidiu arquivar o inquérito que investigava Nunes por operações suspeitas ligadas às creches conveniadas pela Prefeitura de São Paulo. O caso, que ficou conhecido como a máfia das creches, teve início em 2019, quando Nunes ainda era vereador. A decisão do tribunal foi baseada na falta de evidências suficientes para justificar a continuidade das investigações contra o prefeito.
Fonte: redir.folha.com.br