A partir do dia 21 de agosto, a Premier League implementa uma nova regra que proíbe casas de apostas de exibir seus nomes ou logotipos na parte frontal dos uniformes dos clubes. Essa mudança, anunciada em 2023, foi adiada por três temporadas e finalmente entra em vigor nesta temporada.
De acordo com o jornal britânico The Guardian, essa restrição pode resultar em uma perda coletiva de receitas de cerca de 80 milhões de libras (aproximadamente R$ 547 milhões) para os clubes. Ivan Martinho, presidente da WSL na América Latina e especialista em marketing esportivo, explica que essa quantia representa o potencial de receita que precisará ser compensada. O impacto financeiro, no entanto, variará entre os clubes, sendo mais significativo para os times de menor e médio porte.
Martinho destaca que as grandes equipes podem conseguir atrair patrocinadores de diferentes setores, enquanto as casas de apostas costumavam pagar um valor premium por esse tipo de exposição. Assim, substituir esses contratos pode ser um desafio, resultando em acordos de menor valor para algumas equipes.
Embora o patrocínio na frente dos uniformes esteja restrito, as casas de apostas ainda podem patrocinar outras áreas, como as mangas dos uniformes e placas de publicidade. Essa situação pode comprometer a visibilidade das marcas, exigindo que as casas de apostas adaptem suas estratégias de marketing para manter o engajamento com os torcedores.
No Brasil, o cenário é diferente, com as casas de apostas se tornando a principal fonte de patrocínio no futebol. No Brasileirão de 2026, 12 dos 20 clubes terão casas de apostas como patrocinadoras máster, e o campeonato conta com os naming rights pertencentes à Betano. Martinho sugere que, se essa regra fosse aplicada no Brasil, o impacto poderia ser ainda mais profundo, levando a uma redistribuição significativa de investimentos.
A eventual proibição não eliminaria todo o investimento, mas exigiria que os clubes encontrassem novos patrocinadores dispostos a pagar valores similares, o que pode ser um desafio em um cenário já saturado.
Fonte: placar.com