Quatorze dos 32 senadores que concorreram à reeleição neste domingo (4/10) conseguiram garantir mais oito anos de mandato no Senado, o que representa 43,7% dos candidatos. Com essa renovação, a Casa terá 40 novos senadores a partir de 2027, consolidando uma significativa mudança em sua composição.

A recente eleição definiu os ocupantes de 54 das 81 cadeiras do Senado, das quais 40 serão renovadas, correspondendo a 74% das vagas em disputa. As outras 14 cadeiras permanecerão com os parlamentares reeleitos. Entre os senadores que conseguiram a reeleição estão nomes como Alessandro Vieira (MDB-SE), Carlos Portinho (PL-RJ), Cid Gomes (PSB-CE) e Humberto Costa (PT-PE).

Além desses, outros senadores reeleitos incluem Lucas Barreto (PSD-AP), Marcelo Castro (MDB-PI) e Styvenson Valentim (Podemos-RN). Com a reeleição, esses parlamentares estarão no cargo até 2035.

A expectativa de renovação no Senado já era alta antes da votação. Das 54 cadeiras em disputa, 13 eram ocupadas por senadores que não se candidataram, e outros nove buscaram novos cargos ou atuaram como suplentes. A eleição resultou na derrota de 18 dos 32 senadores que tentaram a reeleição, aumentando a mudança na composição da Casa.

Comparando com a eleição de 2018, quando apenas oito senadores foram reeleitos de um total de 32, a atual eleição mostra um aumento no número de reeleitos, mas uma queda na renovação geral, que passou de 46 para 40 cadeiras.

As demais vagas do Senado não estavam em disputa, uma vez que foram preenchidas nas eleições de 2022 e têm mandato até janeiro de 2031. No entanto, algumas poderão ser alteradas, já que figuras como Cleitinho (Republicanos-MG) e Sergio Moro (PL-PR) foram eleitos governadores, enquanto outros senadores avançaram para o segundo turno em seus estados.

A renovação do Senado ocorre de forma alternada, com dois terços das cadeiras em disputa em uma eleição e um terço na seguinte, como aconteceu neste domingo.