A crise financeira do Santos FC se agrava, com o clube enfrentando dificuldades para saldar dívidas significativas. Nesta sexta-feira, 2, o Santos planejou o pagamento de parte dos direitos de imagem dos atletas, que estão atrasados há dois meses, totalizando cerca de R$ 30 milhões. No entanto, a situação é crítica, pois o clube ainda precisa regularizar o recolhimento do FGTS dos jogadores, o que pode levar a problemas ainda mais sérios.

O atraso no pagamento do FGTS configura uma falta grave, permitindo que os atletas solicitem rescisão indireta de seus contratos. Adicionalmente, o Estatuto Social do Santos prevê que a inadimplência em tributos e salários pode resultar em um processo de impeachment, caso haja denúncias por parte dos conselheiros.

A última quitação dos direitos trabalhistas ocorreu em 15 de julho, referente ao mês de junho. Os pagamentos de agosto e setembro não foram realizados. O cálculo do FGTS deve ser de 8% do salário bruto dos jogadores, que totaliza aproximadamente R$ 14,2 milhões mensais, resultando em parcelas médias de R$ 1,1 milhão.

A estratégia da diretoria é usar parte da receita da venda do lateral-direito JP Chermont ao Sharjah FC para quitar essas pendências. A negociação, fechada por cerca de 2,5 milhões de dólares, permitirá que o clube retenha o valor integral, adiando o repasse de 10% ao Coritiba.

Com o contrato de patrocínio da Novibet suspenso, o Santos busca novos acordos, mas as primeiras tentativas não foram promissoras. A empresa Cimed, que já patrocina outros clubes, informou que não tem orçamento para novos patrocínios neste ano, mesmo após tentativas de aproximação, inclusive por meio de Neymar pai.

A situação financeira do Santos é alarmante, com as duas últimas parcelas dos direitos de imagem vencidas e sem previsão de pagamento. A falta de recursos impacta até prestadores de serviços essenciais, como a empresa responsável pela manutenção do gramado da Vila Belmiro, que ainda aguarda pagamentos.

Recentemente, o Santos também enfrentou reveses jurídicos. O tribunal manteve uma multa de R$ 15 milhões ao técnico Pedro Caixinha, e uma condenação relacionada à transferência do zagueiro Joaquim resultou em uma dívida adicional de R$ 6,4 milhões. Apesar dos desafios em campo, a eliminação na Copa Sul-Americana significou a perda de receitas significativas, agravando ainda mais a crise.

Com o cenário atual, o Santos tenta equilibrar suas finanças e evitar um colapso total, mas as perspectivas permanecem sombrias.

Fonte: placar.com