Uma sessão legislativa em Campos Borges, no Norte do Rio Grande do Sul, foi abruptamente interrompida na noite de segunda-feira (26/10) após uma discussão entre dois vereadores que resultou em agressões físicas. A confusão teve início quando Adriano Nogueira (PDT) jogou água em Ivo Tiaraju Borba (MDB), que estava discursando na tribuna da Câmara Municipal.

O ato provocou uma rápida escalada de violência, com os parlamentares trocando socos e tapas. O presidente da Câmara, Mateus Carvalho Merlin (PL), tentou intervir para acalmar a situação, mas outros vereadores também precisaram intervir para separar os envolvidos. A cidade, que conta com cerca de 3,6 mil habitantes, ficou em choque com o episódio.

Borba sofreu ferimentos na cabeça e no pescoço e decidiu registrar uma ocorrência na Polícia Civil contra Nogueira. Em entrevista, Borba afirmou que defende o debate democrático e que estava promovendo o respeito e a ética na Câmara. Ele negou que houvesse qualquer desentendimento prévio entre os dois.

Por outro lado, Nogueira apresentou uma versão divergente, alegando que o conflito foi resultado de provocações anteriores em sessões passadas. Ele admitiu ter perdido o controle, mas destacou que sua ação visava defender os interesses de moradores que, segundo ele, não estavam sendo atendidos por questões políticas.

O desentendimento teve raízes em críticas que Nogueira fez em uma sessão anterior, quando Borba respondeu diretamente, chamando a atenção para a falta de respeito na tribuna. Durante o discurso de Borba, Nogueira interrompeu e jogou água sobre ele, o que desencadeou a troca de agressões.

Depois do incidente, o presidente da Câmara se manifestou, classificando os acontecimentos como “lamentáveis” e reafirmando que não aceitará violência no Legislativo. Ele destacou que o embate político deve sempre ser pautado pelo respeito mútuo e pela ordem institucional.