Cibercriminosos começaram a explorar novas vulnerabilidades no software de mídia Plex logo após a divulgação de detalhes técnicos sobre as falhas. Conhecidas como “Plex2Shell”, essas brechas permitem que invasores assumam o controle total de servidores vulneráveis, executando códigos maliciosos sem precisar de senhas.
As falhas, que afetam servidores de mídia do Plex, foram identificadas com os códigos CVE-2026-96652, CVE-2026-96654, CVE-2026-96655 e CVE-2026-96656. Um atacante pode, por exemplo, manipular o sistema para executar comandos internos, roubar credenciais de administrador e utilizar a ferramenta de conversão de vídeos para instalar arquivos prejudiciais.
Para monitorar a atividade dos hackers, um pesquisador que usa o pseudônimo “BoredHackerBlog” criou um honeypot com uma versão desatualizada do Plex. Inicialmente, o servidor apenas registrou varreduras automáticas, mas logo se tornou alvo de ataques reais, conforme os métodos foram divulgados publicamente.
Desde o dia 17 de outubro, o pesquisador notou tentativas de instalação do XMRig, um software que realiza mineração não autorizada da criptomoeda Monero, utilizando os recursos do computador invadido. Pouco depois, uma segunda ferramenta, chamada “myawesomeproxy”, também foi instalada, transformando a máquina comprometida em um ponto de retransmissão de tráfego na internet.
Essa conversão em retransmissor representa um risco significativo, especialmente para conexões em residências e empresas, já que muitos servidores Plex estão hospedados em endereços IP residenciais. O pesquisador destacou que essa situação permite que criminosos acessem redes privadas e leiam e-mails corporativos.
Os problemas de segurança no Plex foram informados à equipe da empresa em 27 de julho, que, após confirmar as falhas e recompensar o pesquisador em 4 de agosto, lançou correções no início de setembro. Em um comunicado, a equipe do Plex reforçou a necessidade de atualização imediata para a versão mais recente do software.
Administradores de sistemas que utilizam o Plex devem verificar a versão instalada e garantir que a atualização seja feita o mais rápido possível. Usuários em plataformas como Windows, macOS, Linux e dispositivos NAS devem acessar o site oficial ou gerenciadores de aplicativos para baixar os pacotes de instalação atualizados.