Cibercriminosos estão utilizando uma vulnerabilidade no sistema operacional macOS da Apple para controlar dispositivos e instalar softwares de mineração de criptomoedas. O alerta foi emitido pelo Centro Nacional de Segurança Cibernética da Holanda (NCSC) nesta quarta-feira, 12, após relatos de ataques a sistemas expostos na internet, logo após a divulgação de uma prova de conceito do método de invasão.

A falha está relacionada ao recurso de Compartilhamento de Tela do macOS, que permite o controle remoto do computador. A brecha possibilita que invasores contornem a tela de login, obtendo acesso total aos dispositivos conectados à internet, sem a necessidade de inserir uma senha válida.

O NCSC informou que os ataques observados até o momento visam a obtenção de lucro por meio da criptomoeda Monero. “Recebemos notificações de que essa vulnerabilidade tem sido explorada ativamente em sistemas com a porta 5900 acessível pela internet. Em cada caso, o invasor conseguiu acesso administrativo e instalou um minerador de Monero”, afirmou a agência.

Com acesso total, os atacantes podem executar programas, modificar configurações de segurança e utilizar os recursos do computador da vítima para minerar criptomoedas. A falha, identificada como CVE-2026-65400, foi descoberta pelo pesquisador Alfredo Pesoli e corrigida pela Apple em agosto. A empresa esclareceu que o problema de autenticação foi resolvido com melhorias na gestão de estado.

Para os usuários de Mac, é fundamental atualizar o sistema operacional para as versões macOS Tahoe 26.6.1, macOS Sequoia 15.7.9 ou macOS Sonoma 14.8.9. Caso não consigam realizar a atualização imediatamente, a recomendação é desativar a função de Compartilhamento de Tela nas configurações do dispositivo.

Fonte: www.tecmundo.com.br