Uma vulnerabilidade crítica na versão do Telegram para Android pode permitir que invasores tomem controle total de um celular após a vítima atender uma chamada de voz. A descoberta foi feita pela empresa de segurança NebuSec, que identificou que a falha afeta versões do aplicativo lançadas entre março de 2022 e setembro de 2023.

Para que o ataque ocorra, é necessário que a vítima receba e atenda a ligação. Eten Zou, cofundador e CEO da NebuSec, destacou que a combinação dessa falha com outras vulnerabilidades pode permitir a exploração do sistema Android. O problema reside no código responsável por processar os dados durante as chamadas, que lê campos incorretos na memória quando uma mensagem de rotação está presente.

Para mitigar a situação, o Telegram lançou a versão 12.10.4, que corrige a falha identificada. Essa atualização segue o mesmo padrão aplicado anteriormente nas versões para desktop e iPhone. Os usuários devem verificar se estão utilizando a versão mais recente, acessando as configurações do aplicativo. Se estiverem em uma versão anterior, é altamente recomendado que atualizem por meio da loja oficial. Além disso, como uma medida temporária, é aconselhável alterar as configurações de privacidade de chamadas para “Ninguém”, evitando assim que o ataque seja realizado.

Enquanto isso, especialistas em segurança continuam a monitorar outras vulnerabilidades no aplicativo. A Zero Day Initiative emitiu um alerta sobre falhas nas ferramentas de exibição de figurinhas, e pesquisadores estão aprofundando suas análises sobre os riscos associados ao Telegram.

A NebuSec notificou os desenvolvedores do Telegram assim que a análise foi concluída. No entanto, houve um desacordo inicial sobre a possibilidade de a falha ser explorada para execução remota de código, o que resultou na ausência de um identificador CVE e na não atribuição de recompensas por bugs. Até o momento, não foram registrados incidentes de exploração real da vulnerabilidade contra usuários comuns.

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