O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, disparou críticas a seus adversários políticos durante uma sabatina em São Paulo nesta terça-feira, 4. Ele abordou a prática de nomeação de parentes para cargos públicos, sem mencionar nomes, mas se referindo ao caso de Ronaldo Caiado (PSD), que deixou diversos familiares em postos comissionados em Goiás.

As declarações de Zema ocorrem em um momento em que ele e Caiado tentam se posicionar como alternativas viáveis na política nacional. O ex-governador também comentou sobre políticos que se sentem “chantageados” devido a vínculos familiares em situações controversas.

A discussão se intensifica considerando que os principais candidatos à presidência, Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), enfrentam problemas semelhantes em relação a parentes. A Polícia Federal solicitou, recentemente, a abertura de uma nova investigação sobre Fábio Luís, o Lulinha, filho de Lula, por suspeitas de tráfico de influência. Já Flávio Bolsonaro, pré-candidato e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, está sendo investigado por suas ligações com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Zema também se posicionou firmemente contra a corrupção no Judiciário, sem citar ministros nomes, mas fazendo alusão a figuras como Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes. Ele defendeu a pena de morte para assassinos em série e estupradores reincidentes, uma proposta que pode gerar polêmica entre os eleitores.

A sabatina, promovida pelo site O Antagonista e pela G4 Educação, teve Zema como primeiro entrevistado, com a participação de outros candidatos programada na sequência. Embora os organizadores tenham convidado os cinco principais postulantes, Lula se recusou a participar do evento. A audiência era composta por empresários e foi conduzida por Tallis Gomes, presidente da G4.

Fonte: redir.folha.com.br