A final da Supercopa da UEFA, que colocará frente a frente o Paris Saint-Germain e o Aston Villa, acontecerá neste quarta-feira, 12, às 16h (horário de Brasília), em Salzburg, na Áustria. A arbitragem ficará a cargo do somali Omar Abdulkadir Artan, que ganhou notoriedade recentemente após ser impedido de atuar na Copa do Mundo nos Estados Unidos, apesar de ter sido escalado pela FIFA.

Em entrevista ao site da UEFA, Artan expressou sua gratidão pela chance de apitar esse importante jogo. “Tive sorte, mas trabalhei muito para chegar aqui e estou muito orgulhoso. Cresci em uma situação difícil, mas isso não me impediu de perseguir meus sonhos. Esta é minha primeira partida na Europa, e estou animado para criar memórias e aprender mais”, disse o árbitro.

O juiz, que teve uma infância marcada por desafios, começou sua carreira apitando jogos em ligas escolares e campeonatos de bairro, até alcançar a elite do futebol africano. Desde 2018, ele é árbitro profissional e foi reconhecido como o melhor da Confederação Africana de Futebol. Sua escala para a Supercopa foi facilitada por uma colaboração entre a UEFA e a CAF. Patrice Motsepe, presidente da CAF, destacou a importância desse reconhecimento para os árbitros africanos.

A final reunirá os campeões da Liga dos Campeões e da Liga Europa, com o PSG representando o primeiro torneio e o Aston Villa o segundo.

Sobre a rejeição do visto por parte do governo americano, Artan foi barrado durante a Copa do Mundo por suspeitas de envolvimento com terrorismo, conforme reportado pela Fox News. O árbitro lamentou a situação, afirmando: “Estou muito desapontado. Sou apenas um árbitro tentando viver meu sonho de ir à Copa do Mundo.”

Na véspera do início do Mundial, o presidente da FIFA, Gianni Infantino, enfrentou perguntas sobre a situação de Artan, reconhecendo que a organização não tem controle sobre os governos, mas expressando sua frustração com a situação.

Fonte: placar.com